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quarta-feira, 1 de junho de 2011

Wii™, je crochete! Et toi?



Oi, meninas!

Não entendo muito de francês, mas não resisti à brincadeira com as sonoridades de oui ("sim", em francês) e Wii (jogo da Nintendo) e escolhi isso aí como título esquisitinho para esta postagem. Só para não haver injustiça entre minhas paixões, das quais falo aqui, conjuguei de bricadeirinha - não sei se existe o verbo crocheter em francês - um "crochetar" de esguelha. hahahaha!

Dividir-se entre dois amores é complicadíssimo. Está difícil partilhar o meu tempo livre entre a agulha de crochet e a novidade daqui de casa, o joguinho Wii. No crochet, estou devagarinho fazendo flores para aquele centrinho cujo nome é "a odisseia de uma crocheteira" (parece nome de fantasia do Clóvis Bornay, né? hahahaha!), outros projetos (para à noite eu não ficar vendo frô até de zôi fechado). No Wii, ainda estou começando a conhecer os joguinhos que vieram com o console. Até agora, o meu preferido é um joguinho de espadas, em que os oponentes usam sabres de luz (huahahahaha! Coisa de nerd! Huahahaha!).

No meu tempo de crochet, fiz essa bolsinha japa que abre a postagem. Ela é igual a uma que a Isadora fez e achou que ficou muito pequena. A Rafa também fez uma versão, em lilás, e gostou do tamanho. Apaixonei-me pela bolsinha. Pedi o gráfico à Rafa, que, muito fofa, cedeu-mo. Resolvi fazer uma para dar de presente a uma menininha, filha de um amigo. Escolhi crochetar em barbante, com agulha 1.8mm, daquelas chinesinhas que já mostrei por aqui. Também achei pequena. Mas está ótimo, já que é para uma menininha. Agora vou fazer outra, para mim (talvez), também usando barbante, mas com agulha 3.0mm. Assim, ela deverá ficar maior e mais molinha.

Para a bolsinha da foto, agora é só esperar esticar e forrar com um tecido legal. Gosto de esticar crochets porque ficam maiores (só um pouquinho) depois de uma boa tortura chinesa de estica-estica.

Se alguém gostou da bolsa, a foto original está aqui e o gráfico, aqui.

Agora, meninas, se me perdoam, vou lá para o perto do Wii. Brincar? Noooon, imagina! É que o Wii é bom para fisioterapia e também para perder uns quilinhos! Tudo muuuuito sério! Hahahahaha!




quarta-feira, 25 de maio de 2011

Squares, squares, squares.



Notei que se continuasse fazendo só flores coloridas, alternando três cores de pétalas e de miolinhos, ia ficar maluca. Huahahahaha! Fechava os olhos e via flores, flores, flores, flores, flores. Tudo bem, vou fazer o tempo do artesão, mas não vou querer ouvir dentro da cabeça, o dia todo, aquela música do Ira! que, embora eu adore, não pode ser minha trilha sonora no hospício.

Por outro lado, todo mundo anda na squaremania:

A Isadora mostrou que o Paul também os usava e babou nos quadradinhos do Sir, fez uma bolsa podiscrê com eles, fez uma bolsinhazinha-filhote-neném a partir de um tutorial de blog chique, ganhou livro de squares do maridón, fez toalhinha e pano de prato com barrado em squares para maman, além de dar a dica de almofadas e um square lindo e colorido usado em uma capa de agenda (gente, a Isadora é uma crafter muito prolífica!).

A Deise também entrou na roda colorindo o frio outono paulistano com squares.

A Vanessa, crafter profissional que tem uns feltros di-vi-nos, mandou muito bem com cores solares, deu presentinho para a Isadora, usou os squares para pano de fundo de mais coisas bonitas e ainda fez uma toalha de mesa (!) todinha de squares.

A Rafa também andou mandando muito bem nos squares, com destaque para o bolerinho cor-de-rosa fofo. Também tive minha primeira experiência com squares e adorei o resultado e me animei a comprar uns livrinhos com squares.

A Sônia Maria, referência no mundo crafter do crochet, já mostrou manta com square da vovó, cachecol (lindo!), tapetes (1, 2, 3) com aula e tudo, além de uma manta fabulosa combinando com almofada, mostrou uma colcha que me encantou e foi direto para aquele arquivinho do "ainda faço" que todo mundo tem e ainda outra muito fofinha.

Ainda mais uns do SIBOL (1, 2), da Cachopa (1, 2), do Pink Rose Crochet, dos projetos coloridões da Suz (1, 2, 3, 4 e por aí vai), e da Claire (ai, como eu queria combinar cores tão bem quanto essas duas moças)...

Isso para não falar em um montão de gente que, agora, não dá tempo de falar.

Entããããão, entrando no clima - tcharaaaaammm!!! -, aí está! Comecei a fazer uns squares redondinhos (deveriam se chamar "roundies" em vez de squares) para uma toalhinha bem simples. No livro, a toalhinha tinha só sete squares, entretanto, vocês sabem como sou um pouquinho exagerada, não é? O meu está ficando um pouquiiiiiinho maior. O resultado está ficando ótimo. Mas, só porque sou má (e lerdinha com a agulha de crochet), decidi só mostrar para vocês essa pontinha. hehehehe!



domingo, 15 de maio de 2011

As (intermináveis) flores de maio, as siglas e os opostos


Como diria o Charlie Harper, personagem principal da série Two and a Half Men, interpretado pelo (lamentável) Charlie Sheen (e eu gostava tanto dele! Buááá!): "Hello, everybody! This is the love of my life!" Essas florinhas têm de ser o amor da minha vida. Afinal, vou dedicar a elas um tempo de BAP (Big Ass Project, explicado graciosamente pela Isadora bem aqui) que, para uma iniciante em crochet, é quase um casamento.

"Sim, são 289 florezinhas, oras", diriam algumas de vocês, justificando o status de BAP do meu singelíssimo centro de mesa. "Não, não, minhas caras", digo-lhes eu. Refiz os cálculos (sempre fui ruim em Matemática) e não serão 289 florezinhas. Serão - sentem-se direito para não caírem da cadeira - exatamente 361 florezinhas para conseguir o efeito de revezamento de cores que eu quero. Uma lindeza, não? Huahahahahaha! Seguindo a influência das siglas em inglês, minha reação, ao ver o número final da conta de multiplicação foi dizer três letrinhas de uma sigla muito na moda entre a juventude de hoje: OMG (Oh, my God!, "Oh, meu Deus!") e ficar com a mesma expressão do OMG Cat.

Acho que, no crochet, inventei de fazer um EBAP: Extremaly Big Ass Project. Mas, ai!, tudo bem. Se brasileiro não desiste nunca, artesão tem de ter paciência com data de validade de 60 anos, como disse na postagem anterior. É entoar o Om e visualizar, no futuro, como, depois de todas as 361 florinhas, de todas as emendinhas verdes e depois do barrado que planejei prontinhos, vou ter um lindo, inigualável centro de mesa do tipo "não tem preço". Haja big ass!




Fofoquinha televisiva (blá, blá, blá, ué!): Depois de se acabar no crack, de fazer apologia à droga, de ser o ator mais bem pago da televisão norte-americana, de ser demitido com alarde da série mais assistida na América do Sul e de fazer ofensas racistas ao produtor do seriado, Charlie Sheen vai ter o lugar na série ocupado pelo Ashton Kutcher. Tudo bem, não quero ser agourenta nem torcer contra, como fez o Charlie Sheen (dor de cotovelo é fogo!), entretanto... hmmmm... será que vai dar certo? Acho o Kutcher tão sem salzinho, tadinho! Mas talvez seja exatamente isso, não é? Acho que a CBS e a Warner se encheram tanto do excesso de pimenta do Charlie Sheen que entraram em abstinência completa de tempero, até de sal, contratando o Ashton Kutcher com aquela carinha de bom moço.

Sem querer magoar ninguém - até porque me assumo como uma velhotinha de 42 anos (que se diverte muito com isso. Fazer o quê, se juventude está no espírito, velhice precoce também! Huahahaha!) -, é engraçado ver que o Charlie da série tem uma fixação por relacionamentos superficiais com mulheres extremamente jovens; já o Ashton Kutcher, na vida real, relaciona-se há tempos com uma mulher bem mais velha que ele! Curioso.





Esse aí em cima, acomodado sobre minhas baguncinhas de domingo - com receitas de cozinha, crochet e ponto cruz - é minha nova aquisição japonesa. Um livro lindo chamado "Motif & Edging of Crochet Lace". Extraordinários, os trabalhinhos pequenos, rapidinhos e deslumbrantes que o livro tem. Acho que durante ou depois do meu EBAP vou mesmo precisar de coisinhas mais hmmm... digamos... frugais. A alternância, os opostos, enfim, são necessários. Acho que a vida é mesmo como a dança de Shiva, como deve ter aprendido há tempos minha amiga ex-praticante-de-ioga-totalmente-podiscrê Isadora.


quinta-feira, 5 de maio de 2011

As flores de maio



Essas florezinhas são meu novo projeto. As flores seguem o modelo das de uma postagem em que experimentei fazê-las com uma agulha chinesa de bambu e gostei. O que tenho de flores prontas daria muito bem para barrar um jogo americano, por exemplo. Ou uma toalha de lavabo, enfim, um monte de coisas pequenas. Entretanto, como não sou uma mocinha facinha, meti na cabeça que vou fazer 289 flores dessas a fim de ter um centro de mesa colorido. E ainda com um barrado verde por toda volta! hahahaha! Sendo eu só iniciante, imaginem o tempo que isso não vai levar para ficar pronto.

Sempre que penso nisso, procuro me consolar lembrando que, na Medievalidade e no Renascimento, quando as coisas lindas que são admiradas até hoje na Europa foram feitas, nada era produzido de um dia para o outro. E que artesanato vem de "artesão". Artesãos (e não "artesões", Ana Maria Braga, musa das manhãs globais. "Artesões", imagino, dever ser uns artesãos todos muito bonitos, muito sarados, gostosões, geração saúde) eram os que cuidavam de fazer portas trabalhadas para catedrais, imagens, afrescos... Artesãos trabalhavam com as mãos e não tinham pressa. No curso de História, soube de um pai que ensinava ao filho o mesmo ofício. Chamado para fazer a porta de uma catedral, passou 60 anos esculpindo detalhadamente os santos e anjos que seriam retratados ali. Morreu antes de terminar a primeira porta. Coube ao filho, então, terminar aquela porta e, com o resto de vida que tinha, tentar terminar a segunda.

Farei meu centrinho sem pressa, conforme meu ritmo, aliás, naquele ritmo de artesãos. Acho até que vai ficar bonitinho. Melhor, vou sentir, despeocupadamente, o prazer de fazer cada uma das 289 florezinhas de crochet.

terça-feira, 26 de abril de 2011

A história de um quadradinho - fim / A Square's Tale - the end



A Páscoa foi embora e já estou com saudades. Adoro essa época, que, este ano, foi muito cansativa para mim. Mas é preciso mudar um pouco de assunto. Ou quase. hehehe!

Finalmente, aí está o centrinho de squares pronto. Fiquei devendo um capítulo da história, o da penúltima carreirinha. Meu computadorzão (Dieter) foi para o conserto e voltou sem a foto lindinha que estava guardada para a postagem. Não faz mal. Aí está o resultado de muitos vai-e-volta com a agulha de crochet, a maior peça que fiz até agora. Sobre ela, uma tigelinha lindinha usada para colocar arroz para o Buda, trazida pelo meu ex quando esteve na China, e uma garrafa de licor que adoooro, comprada em um antiquário quando eu ainda morava em Copacabana.

O fato é que adorei trabalhar com quadradinhos. Gostei muito do resultado destes assim, juntinhos. Parecem uma renda. Uma amiga me disse que daria um ótimo véu para noiva. Por coincidência, posto o centrinho meio renda na semana do casamento mais esperado do ano. Assim sendo, o capítulo final da história do Quadradinho é:

"... E entre amigos, ele encontrou aquela que deveria ser sua amada. Com pompa e circunstância, cercados de representantes de muitos cantos do mundo (China e Copacabana! Huahahaha!), uniram-se em harmonia e assim serão felizes para sempre."

Qualquer coincidência com os fatos que antecederam e cercarão a cerimônia de sexta próxima é mera coincidência. Ou não?

Virei quadradinhomaníaca e pretendo fazer mais, mais, muito mais centrinhos, cortinas e sabe-se lá mais o quê com eles. Já comprei uns livros japoneses, meus preferidos, para tirar ideias e gráficos. O difícil é me decidir a respeito de qual dos motivos devo escolher para a próxima peça. Parafraseando Roberto, são tantas opções! Huahahahaha!



E só porque sou teimosa, mais Páscoa. Aí abaixo vão duas fotos de trufinhas mais simples e um ovo trufado. Não deu para mostrar a parte trufada do ovo, claro, porque eu teria que quebrá-lo. As trufas foram presentinhos, fechadas em caixinhas individuais graciosas que se fechavam com um laço de fita em cima. Eram para as recepcionistas do médico de uma amiga. Ela me pediu para fazê-las e aí estavam. Eram de framboesa com chocolate meio-amargo.

Framboesa e chocolate, aliás, é o casamento perfeito (Kate e William que me perdoem. Huahahaha!). Para a Sexta Santa, fiz mousse de chocolate black com calda quente de framboesa. Ficou maravilhosa! Antes que eu pudesse fotografá-la, entretanto, meus convidados atacaram o doce. Não sobrou nadinha que pudesse ser mostrado aqui.

Minha Páscoa ainda não terminou. Recebi três encomendas tardias de pessoas que gostaram tanto dos ovinhos decorados que deram gentis desculpas aos familiares e amigos que deveriam ser presenteados para que assim eu tivesse tempo (e estrutura física... ai...) para fazer mais esses três. Nem sei se vou mostrá-los aqui. Vocês já devem estar cansadas de taaanto ovo de Páscoa. Huahahaha!


Clique sobre as imagens para vê-las em tamanho maior.







domingo, 17 de abril de 2011

E uma semana antes da Páscoa...



... aqui está meu centrinho de coelhinhos! Lembram-se? É aquele que apresentei aqui, que vi em uma revista portuguesa e que me apaixonei assim que pousei os olhos sobre ele.

Adorei fazê-lo. Acabei-o ontem à noite e, hoje, com a função dos chocolates - que têm roubado quase todo meu tempo, inclusive o que reservava para crochetar -, esqueci-me de fotografá-lo lá fora, com luz natural. Ainda assim, quis mostrá-lo a vocês.

Uma das coisas que adoro no crochet de filet é que a simplicidade na elaboração contrasta com a aparência sofisticada que se consegue quando a peça está pronta. Uma de minhas amigas é apaixonada pelos meus crochetzinhos de filet. Diz que, no meu testamento, é para eu deixar o centro de mesa lilás de rosas e uma passadeirinha pequenina (que ainda não mostrei aqui a vocês) para ela. Acho que minha amiga vai requisitar, no almoço de Páscoa aqui em casa, mais uma peça para a futura coleção dela. Mwahahahaha!



Esta semana, recebi um informativo do Annie's Attic, site que tem um monte de projetos interessantes para crochet, tricot, ponto cruz, bordados e outros trabalhos manuais. Um dos projetos apresentados na newsletter me interessou e fui até a página.

No Annie's, eles fazem pesquisas semanais. Desta vez, o assunto eram prazos, com a pergunta "Como você se sente a respeito de bordar (crochetar, tricotar) com prazo?" Eram seis respostas e a que ia vencendo a pesquisa era: "Prefiro bordar (crochetar, tricotar) no meu próprio ritmo", seguida por "Eu não me importo, se para ocasiões especiais".

Identifiquei-me. Também sou assim. Nos SALs, descobri que prazos para algo que, para mim, é divertimento e distração não me caem bem. Já cumpro muitos prazos profissionalmente. Cada cliente, um prazo. Algumas vezes, muitos clientes e um prazo coincidente. Isso me deixa tensa e tensão não combina com passatempo e distração.

Em um mundo rápido, em que esperar um pouquinho para entrar na cabine de prova em uma loja de roupas (como vi ontem uma mulher tendo um piti com a funcionária que cuidava da entrada e saída das cabines porque a mocinha precisava, primeiro, liberar uma senhora para a saída), em que ninguém espera o sinal ficar verde (saem logo no finalzinho do prazo do vermelho, podendo causar acidentes), em que se come tudo pronto nos fast foods porque não se tem paciência de esperar em um restaurante ou cozinhar em casa; fazer as coisas devagar e com consciência é uma dádiva! Tudo bem para quem se diverte com os prazos, contudo, não sou bem assim.

Sobre a pressa dos nossos dias, cheios de prazos, não é à toa que pelo mundo criam movimentos como, por exemplo, o slow food, que tem um pezinho na calma, na falta de pressa, como já diz o nome. Acho que sou do slow stitch. Faço as coisas eu mesma, com prazer e devagar, tomando a consciência do trabalho. Sou, entretanto, capaz de forçar um pouquinho o ritmo se/quando necessário para alguma ocasião especial, como na pesquisa do Annie's Attic. Em suma, consigo , sim, lidar com prazos; mas prefiro, simplesmente, não.



Editando:

Sobre UFOs, que a Isadora mencionou, também não gosto deles. Passada a Páscoa, volto a pegar um que é o meu mais antigo. Nunca o mostrei aqui no blog. Acabo o trabalho e mostro aqui para vocês. Quero, pouco a pouco, ir me livrando de todos os meus UFOs.



Clique sobre as imagens para vê-las maiores.




domingo, 10 de abril de 2011

Experimentando


Oi, gente!


Essa foi uma semana de experimentações para mim. Coisinhas simples (porque gosto da vida sem sobressaltos), mas que me deram prazer de descoberta.

Na tardinha de quarta-feira, chegaram pelo correio minhas agulhas chinesas ChiaoGoo Bamboo, compradas na Purpelinda Crafts. São agulhas de crochet ergonômicas, bem parecidas com as japonesas Clover, bastante conhecidas. Em vez do cabo plástico destas, as chinesinhas têm uns lindos cabos de bambu, como evidencia o nome. Quis logo experimentá-las. Escolhi uma coisinha simples, umas margaridas emendadas cujo gráfico venho guardando há muito tempo.

Adorei o "primeiro passeio" com minha agulha nova! Achei as ChiaoGoo tão boas quanto as Clover. São macias, a linha desliza bem pelo gancho metálico e o bambu deixa a empunhadura mais firme que o plástico. Aprovadas! Outra característica é a numeração. Elas têm cerca de um décimo de ponto a mais que as marcas Clover e Tulip. Isso pode dar uma sutil diferença no resultado final de um trabalho já que o gancho é um tantinho maior que os que uso.

O único aspecto que não me agradou muito foi o acabamento. Colocando-as lado a lado, algumas ficam com o gancho mais alto que outras. Isso não chega, claro, a prejudicar nenhum trabalho, mas a aparência das agulhas em um estojo fica destoante, feiosa, desleixada. Quanto às margaridinhas, gostei tanto que estou pensando em fazer uma toalhinha com um monte delas, todas assim, emendadinhas. Acho que vai ficar bem fofo, divertido, até um tantinho "podiscrê", como brinca a Isadora.




A outra experimentação foi na cozinha. Na quinta-feira, pela manhã, tentei fazer um pãozinho com massa de esfiha. Para não ficar um pão muito "pois é", misturei a massa com pedacinhos de linguiça (ai, que saudade do trema! Lingüiça, lingüiça, lingüiça!) calabresa e um pouquinho de erva-doce. Modelei cerca de 60 pãezinhos, em bolinhas bem pequenas. Hmmmmm!

Como com a experimentação do dia anterior, também gostei do resultado. Os pães ficaram bem fofinhos, com a massa leve. A erva-doce perfumou toda a cozinha e foi uma delícia comer pãezinhos quentinhos sentindo o aroma de coisa gostosa se espalhando pela casa. Quanto ao paladar, a erva-doce se "abre" logo que a gente começa a mastigar o pãozinho e só em seguida é que se sente o gosto levemente picante da calabresa que contrasta muito bem com a doçura e a suavidade da companheira de recheio.

Foi um café da manhã do tipo "é luxo só", na versão simplicidade, se é que se pode falar assim. Dessa vez, não havia convidados (foi só uma dessas vontades de bicho carpinteiro cozinheiro). Entretanto, como os pãezinhos ficaram tão gostosos, achei um pecado não compartilhá-los. Levei alguns à casa de dois amigos que, ao fim do dia, telefonaram-me agradecendo o mimo e elogiando meu experimento culinário. hehehe!

Esse experimento também trouxe uma vontade "quero mais". Resolvi que vou começar a fazer cursinhos de culinária e penso seriamente em fazer uma pós em gastronomia em alguma faculdade daqui. Oh, la-la, mes amies!



Falei de "é luxo só" na versão simplicidade e isso pode ter soado esquisito. Mas, para mim, pelo menos, não. Nesse tempo de consumo excessivo, luxo é tirar prazer das coisas simples que nos fazem realmente felizes (a Rafa fez uma ótima postagem sobre o que é a felicidade). Colher manjericão do vasinho da varanda e fazer molho de macarrão com ele, fazer pãozinho fresco em casa, ver a Anne e o Frank dormindo quietinhos no sofá, bordar, crochetar, tirar um cochilo de tardinha ou simplesmente me dar ao luxo (olha ele aí!) de não fazer absolutamente nada. Tudo isso são mostras de la crème de la crème do luxo. E da felicidade.

Luxo, para mim, são as coisas simples, mas que se tornaram difíceis nesses tempos em que ninguém tem tempo para nada ou que quer tudo pronto, comprado, ensacado, em que se tem dinheiro para pagar os outros para fazer, mas não há habilidade, interesse ou tempo para experimentar fazer com as próprias mãos.

Para quem quiser entender melhor luxo, o Gilles Lipovetsky tem dois livros ótimos, um sobre luxo e outro sobre consumo e individualismo. É ótima leitura garantida e ainda um melhor entendimento da nossa época. Se para filósofo vale tietagem, eu sou tiete do Gilles Lipovetsky e se ele aceitasse, seria groupie! hahahahaha!



Ai, tô escrevendo demais, eu sei. Mas não podia deixar de falar no U2. Que papelão! O Bono, todo política-econômica-humanística-ecológica-teoricamente correto, ao meu ver, deu um bruta vexame! Para quem defende tanto a ecologia, luta contra os efeitos dos gases estufa e talz, andar pelo mundo com um palco e equipamentos que para serem transportados precisam de mais de duzentos caminhões (!!!!!!!!) é uma vergonha! Se ele for zerar o impacto de tanto combustível queimado, tanto CO2, vai fazer o quê? Haja árvore para plantar e zerar o impacto ambiental disso tudo! Onde é que ele vai criar uma nova Amazônia? Se dourado, não sei, mas o primeiro mico dessa futura floresta já está garantido!




Nem todo mundo que vem por aqui sabe, mas sou carioca, então, muita coisa que acontece no Rio me aflige profundamente. Essa semana, o caso do atirador na escola... Bom. Nem preciso comentar. A Isadora fez uma postagem que resume tudo o que eu penso. Mais uma vez, assim como no caso Isabela Nardoni, a imprensa está dando um show de cafajestice e desrespeito! Informar é uma coisa, desrespeitar os outros a ponto de espremer o último caldo de acontecimentos lamentáveis, explorando o sofrimento alheio sem a mínima sombra de consideração é outra. Há perguntas que não são necessárias e outras que simplesmente, por respeito ao outro, não devem ser feitas.

Yp-yp-hurra para mim, que me formei jornalista, vi a grande m***a que isso é, mal exerci a profissão e decidi que quero mais é me enfiar na cozinha ser e fazer os outros felizes. Nem a felicidade dure só o tempo em que a erva-doce e a calabresa se misturam na boca de alguém!


domingo, 3 de abril de 2011

A história de um quadradinho - parte V / A Square's Tale - part V




Primeiro a historinha:

Quadradinho é aqui visto em um dos (raros) domingos de sol, com mais alguns amiguinhos (quarta fileirinha), descansando da farra podiscrê totalmente indoors. Vemo-lo aí na área externa de uma casa de campo docemente iluminada pelo (fugidio) sol.

Pronto.

Agora, o conversê. hehehe!

Finalmente, a foto acima é uma das que tirei há alguns domingos, quando o tempo ainda estava aberto por aqui. O único porém foi que como o centrinho de mesa estava ficando grandinho, era cada vez mais difícil esticar o trabalho em uma superfície que fosse grande o bastante e ainda assim parecesse bem na foto. O centrinho, como disse aqui, já ficou pronto. Mas ainda não fotografei a sexta carreirinha, que foi a última, e o barrado que fiz em volta do dito cujo. Gostei do resultado. Só estou imaginando onde é que vou conseguir estender todo o trabalho para mostrá-lo aqui a vocês.

E, Locas, obrigada por perguntar sobre o novo trabalho, o centrinho de mesa de dos coelhinhos. Vai indo bem, felizmente. Acho que vai dar para ficar pronto até o dia de Páscoa, sim.


sábado, 26 de março de 2011

Será que dá?


Ontem, depois de uma rápida visita ao supermercado, passei em uma banca de jornais. Achei uma revista portuguesa de crochet que adoro, a "Diana - Croché de filé". Andei perdendo alguns números, quando não pude sair de casa no ano passado (por causa do primeiro pós-cirúrgico) e agora também por este mais recente. Detesto, contudo, perder a sequência da Diana, especialmente porque quase tudo que sai na revista é fabuloso, além disso, é difícil conseguir essas revistas aqui na minha cidade. Só vão três ou quatro exemplares para duas bancas que conheço.

Bem, mas fora o blá-blá-blá, nesta edição 46 encontrei a toalha de mesa acima, com esse aplique fofo de coelhinhos. São 73 x 77 quadradinhos e resolvi usar a linha Camila, da Corrente, na cor branca. Sei que achei esse tesouro já meio em cima da Páscoa, uma vez que a revista portuguesa demora a chegar aqui no Brasil. Encantei-me tanto com os bichinhos que resolvi tentar finalizar o aplique e ter a toalha prontinha para a Páscoa. A perguntas são... hmmmm... será que dá? Será que vou conseguir? Será que vou ter velocidade para tanto? E, a mais crítica das perguntas: será que vou ter tempo para crochetar tanto, tão seguidamente e com data marcada?



Editando:

Gente! E não é que deu?! Olhem só a peça prontinha aqui uma semana antes da Páscoa.


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